terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O Guerreiro e a Estatua



O Guerreiro e a Estatua

(O Conto de um Viking Contemporâneo)

Neste dia nublado, parado, estou aqui perdido na tumultuada cidade onde meus pensamentos moram altivos, surgem monumentos a modificar a paisagem urbana...

Venero uma estatua, sentado a seus pés; as indagações vêm em diferentes direções...

Algumas rachaduras e arranhões permanecem feitos pelo efeito do tempo...

Silencio estranho nas rodovias ao longe me preocupa... Indica congestionamento de palavras e sentimentos...

Acidentes ocorrem inesperados, a dor e a culpa insistem em nos prender nesta inércia sem fim onde o policial rodoviário busca agilizar o transito de informações...

O carro de bombeiros abre caminho com a sirene tão estrondosa quanto à súbita vontade de gritar...

No semáforo da vida, seu sorriso aberto é o sinal que preciso para esta travessia diária entre o real e o imaginário...

Na calçada sua fama me guia, seu jeito de ser me ilumina, beleza atraente, plena...

Sou mesmo feliz ganhador na loteria da amizade na qual exerço diferentes profissões...

Trabalho nesta infinidade de necessidades para reconstrução de seu mundo...

Sou o amigo, ouvinte, o estranho que se imagina a pentear os cabelos do tio Itt escutando um hit do Týr ou Thyrfing.

Sou o palhaço, o comediante, ou idiota que fala besteiras e te faz cócegas...

O nostálgico que idealiza fazer parte de Asgard.

É verdade, eu sei, pareço maluco conversando com uma estatua enquanto coço a barba e termino de beber a caneca de cerveja gelada...

Em meus sonhos posso te ver, ouvir, posso te abraçar forte, até o medo passar...

Posso te tornar viva e real, apesar de toda distância que nos separa...

Pois pensar em você é algo que realmente me faz sentir em casa...

Em nossa Valhalla, ao seu lado...

Deusa Valkyrie.


*Uma singela homenagem a está amiga eapecial - Te adoro! - GMMJ - 06/12/10

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