...Na verdade não sei se continuarei a ser feliz ao lado dela, pois essa missão me manteve longe de seus carinhos e não tenho a menor idéia de sua reação quanto a minha ‘‘Grande Descoberta’’, o medo de magoá-la, acelera meu coração, a caixinha está suando em minhas mãos nervosas, pelo peso da verdade que carrego...
A decisão de revelar tudo que aconteceu depois de tantos dias longe foi minha, e devo ser honesto com meus sentimentos como prometi a ela.
Talvez tudo termine, e não tenha tempo de me explicar.
Mas não devo esmorecer... Agora só me resta enfrentar...
Quando ela se aproxima, logo lhe apresento o embrulho com um sorriso tímido no rosto...
Assustada com minha ação inesperada ela me beija demoradamente e a dor em meu coração se torna mais latente.
Suas delicadas mãos retiram o papel protetor, com delicadeza e ansiedade característica de sua curiosidade natural...
Ao abrir a pequena caixa, uma lagrima se revela em seu rosto de excreções perfeitas...
Mas, as mesmas não são de contentamento ou júbilo de seu coração...
Um momento de silêncio parece se eternizar, uma única pergunta faz o vento ecoar...
- Por que você rasgou minha foto, se no passado me clamou por ela tantas vezes? – As lagrimas agora correm sob forma constante...
- Não gosta mais de mim não é? Por isso rasgou minha foto, tem estado tão distante, nem mesmo respondeu minhas perguntas... Era essa a surpresa que tinha pra mim?
Por que não me disse antes?
- Pois saiba prefiro extinguir minha existência e silenciar meu coração iludido, pelas juras e sonhos profanados!
- Os sentimentos que tinha como eternos e acolhedores como seus braços protetores, ruíram sob uma forma sem sentido, assim como os pedaços de papel que essa caixa comporta.
Um Sorriso irônico e aflito tomou minha face... O que veio a reforçar a despreocupação, com ralação a angustia dela... Minha voz cortou o silencio de forma fria e paciente...
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